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Country analysis > Mozambique Last update: 2008-12-17  
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PARA QUE O PARPA RESULTE!

3. NA ESFERA DA ECONOMIA POLÍTICA
 
A intervenção baseada na análise agregada na economia não foi suficiente para gerar efeitos multiplicadores que garantissem um crescimento económico socialmente justo. Embora ainda tenha surgido quem quisesse defender que a questão seria resolvida na sequência do crescimento económico,11 o facto é que a pobreza passou a estar na ordem do dia e programas especiais tiveram de ser concebidos. Houve necessidade de desagregar a análise e os países que queriam ver as suas dívidas totalmente perdoadas foram condicionados à elaboração do Poverty Reduction Strategy Paper, (PRSP).12 Foi neste contexto que surgiu o PARPA em Moçambique.

De repente, desde John Stuart Mill, a “economia pura”, a “economia matemática analítica”, num esforço normativo sem precedentes, torna a juntar-se à economia política dos iconoclastas como Marx, Veblen e Galbraith, para analisar o capital como relação social. Contudo, esta ruptura teórica mais ao menos inconsciente, mais ao menos forçada pelos resultados práticos na aplicação dos modelos neo-liberais, e talvez por causa disso mesmo, não está assente nem está a ser acompanhada por uma elaboração teórica coerente e consistente. Consequentemente há inúmeras imperfeições e múltiplos empirismos que dificultam a actuação dos governos dos países mais pobres do mundo.

Footnotes:
  1. O artigo de Bloom & Sachs,Geography, Demography and Economic Growth in Africa; Brookings Papers on Economic Activity 2, é um claro exemplo da utopia neo-liberal ao sugerir a urbanização costeira em todo o Continente, a especialização nos serviços de transportes e a negação da diversidade cultural africana como solução para o desenvolvimento em África. David Dollar, Ajuda ao Desenvolvimento, Reformas e Redução da Pobreza em África; Dom Quixote, argumentou ainda que o crescimento é bom para os pobres, mas evitou referir que só por si não é suficiente e por essa razão as instituições de Bretton Woods passaram a exigir os PRSPs.
  2. WWolfensohn, J. 2000. Heavily Indebted Poor Countries Initiative and Poverty Reduction Strategy Papers; Memorandum to Members of the IMF and WB, September 7.
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