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Igualidade de Genero em Tempos de Calamidades:
Seis princípios para a ajuda organizada e reconstrução


Elaine Enarson

Genero e Network Sobre Calamidades

Janeiro 2005

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  1. TENHA GRANDES IDEIAS. Os princípios de igualidade de género e a redução do risco devem guiar todos os aspectos relacionados com a mitigação das calamidades, resposta e reconstrução. A oportunidade que agora se oferece para a mudança e organização política pode perder-se facilmente. Planifique agora para:

    • Responder de maneira que conceda plenos poderes às mulheres e comunidades locais.
    • Rencostruir duma forma que aborde as causas de fundo da vulnerabilidade, incluindo género e desigualdades sociais.
    • Criar oportunidades significativas para a participação e liderança das mulheres.
    • Engajar totalmente as mulheres locais na mitigação do perigo e nos projectos de avaliação da vulnerabilidade.
    • Assegurar que as mulheres se beneficiem da recuparação económico e dos programas de apoio ao rendimento, por exemplo: acesso, salários justos, formação em áreas não tradicionalmente reservadas às mulheres, cuidados da criança/apoio social.
    • Dar prioridade aos serviços sociais, sistemas de apoio à criança, centros para a mulher, lugares reservados à mulher nos campos e outros lugares seguros.
    • Tomar medidas práticas para conceder plenos poderes às mulheres, entre outras:
    • Consultar plenamente as mulheres na concepção e construção de lugar de refúgio.
    • Registar as casas recentemente construidas em ambos os nomes.
    • Incluir as mulheres no desenho bem como na construção de casas.
    • Promover direitos à terra para as mulheres.
    • Proporcionar projectos que gerem rendimento e que desenvolvam competências não tradicionalmente associadas com mulheres.
    • Financiar grupos de mulheres para monitorar projectos de recuparação depois de calamidades.


  2. OBTENHA OS FACTOS. A análise de género não é facultativa ou divisionista, mas imperativa para emprestar uma certa direcção e plano para uma recuparação equitativa. No que diz respeito ao trabalho sobre calamidades, nada "é neutro". Planifique agora para:

    • Recolher e solicitor dados específicos e referentes ao género.
    • Formar e empregar mulheres na pesquisa de avaliação e acompanhamento na comunidade.
    • Explorar o conhecimento das mulheres sobre os recursos ambientais e complexidade da comunidade.
    • Identificar e avaliar as necessidades especificamente inerentes às mulheres, trabalho doméstico executado pela mulher, saúde mental do homen, mulheres deslocadas e migratórias vs homens.
    • Localizar (explicitamente/implicitamente) o orçamento dos fundos de ajuda e resposta.
    • Localizar a distribuição de bens, serviços, oportunidades para homens e mulheres.
    • Avaliar o impacto a curto e longo prazos sobre mulheres/homens de todas as iniciativas sobre calamidades.
    • Monitorar a mudança dos diferentes contextos ao longo do tempo.


  3. TRABALHAR COM AS MULHERES NA BASE. As organizações comunitárias das mulheres têm conhecimento, informação, experiência, redes "networks" e recursos vitais para aumentar a capacidade de rápida recuperação face às calamidades. Trabalhe com/desenvolva as capacidades dos grupos existentes de mulheres, tais como:

    • Grupos de mulheres com experiências em calamidades.
    • Mulheres e ONGs que trabalham em desenvolvimento; grupos de mulheres que trabalham na acção ambiental.
    • Grupos de advocacia cujo seu centro de interesse são as raparigas e as mulheres, por exemplo activistas da paz,
    • Grupos de vizinhança constituídas por mulheres.
    • Grupos constituídas com base na fé e organizações de serviços.
    • Mulheres profissionais, por exemplo educadoras, cientistas, gestoras de emergências.


  4. RESISTA ESTEREÓTIPOS. Baseie todas as iniciativas no conhecimento da diferença e contextos culturais, económicos, políticos, e sexuais específicos, não em considerações gerais falsas.

    • As mulheres sobreviventes são os primeiros respondentes e reconstrutoras vitais , e não vítimas passivas.
    • Mães, avós e outras mulheres são vitais para a sobrevivência e recuparação das crianças. Porém as necessidades das mulheres e das crianças podem ser diferentes.
    • Nem todas as mulheres são mães ou vivem com homens.
    • As famílias dirigidas por mulheres não são necessariàmente as mais pobres ou as mais vulneráveis.
    • As mulheres não são economicamente dependentes, mas produtoras, trabalhadoras da comunidade e empreendedoras.
    • As normas referentes ao género também põem os rapazes e os homens em risco, por exemplo: saúde mental, correr riscos, acidentes.
    • Fazer com que as mulhers se beneficiem de serviços não é sempre eficaz ou desejável, mas pode produzir resultados adversos ou violência.
    • As mulheres marginalizadas (indocumentadas, HIV/SIDA, casta inferior, indígenas, prostitutas) têm capacidades e perspectivas singulares.
    • Não há "a todos do mesmo tamanho"; necessidades culturais específicas edesejos devem ser respeitados, por exemplo: práticas tradicionais e religiosas feitas pelas mulheres.
    • Vestuário, higiene pessoal e normas de privacidade.


  5. ADOPTE A ABORDAGEM DOS DIREITOS HUMANOS. Práticas democráticas e participativas servem melhor as mulheres e as raparigas. Deve assegurar-se que as mulheres assim como os homens tenham condições de vida necessárias para gozar dos seus direitos fundamentais bem como simples sobrevivência. As raparigas e as mulheres em crise estão sob o risco crescente de:

    • Abuso e vilação sexuais, abuso pelos seus parceiros íntimos, por exemplo: durante os meses e o ano que se seguem às maiores calamidades.
    • Exploração por traficantes, por exemplo: para os trabalhos domésticos, agrícolas e sexuais.
    • Erosão ou perda dos direitos da terra existentes.
    • Casamentos prematuros ou forçados.
    • Migração forçada.
    • Redução ou perda do acesso aos serviços de cuidados da saúde reprodutiva.
    • Controlo pelos homens dos recursos de recuparação económica.


  6. RESPEITE E DESENVOLVA AS CAPACIDADES DAS MULHERES. Evite sobrecarregar as mulheres com a já existente carga de trabalho e responsabilidades familiares que provavèlmente vão aumentar.

    • Identifique e apoie contribuições das mulheres aos sistemas de aviso prévio informais, escolas e prevenção, solidariedade comunitária.
    • Recuparação sócio-emocional, cuidados à família alargada.
    • Compense o tempo, a energia, e competência de base duma forma material.
    • As mulheres que sejam capazes e queiram formar parcerias com organizações que se ocupem das calamidades
    • Proporcione cuidados da criança, transporte e outros apoios que forem necessários para permitir a participação total e igual das mulheres na planificação dum futuro com uma capacidade de recuperação cada vez maior.
A análise do género ajuda a clarificar as capacidades específicas e muitas vezes diferentes, vulnerabilidades, necessidades e estratégias adoptadas pelas mulheres e pelos homens para enfrentar as calamidades.

Esforços específicos podem ser feitos para conceder plenos poderes às mulheres, assegurando-lhes um papel activo na tomada de decisões e na implementação de processos e identificar os principais constrangimentos e possibilidades de mudança.

Participação - processos participatórios devem apreciar especificamente as oportunidades que existem para a consulta às mulheres e aos homens separadamente e para a negociação.

Padrões estabelecidos de desigualdade e iniquidade de género podem ser exploradas, reveladas e abordadas.



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